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História de Ponta Grossa




   História de Ponta Grossa
 

 

  • Etimologia

    O termo "Ponta Grossa" é derivado de sua fitogeografia, referindo-se a um capão de mato. Este local foi escolhido antecipadamente pelo capataz da Fazenda Bom Sucesso, Francisco Mulato, a pedido de Miguel da Rocha Ferreira Cavalhaes, para começar a construir um povoado (atualmente Ponta Grossa). Naquele momento Francisco Mulato teria expressado de uma linguagem bem informal, de escravo que mal sabia ler e escrever: "Sinhô sabe bem porque é encostado naquele capão que tem a ponta grossa". A sugestão do nome caiu no gosto de toda a população do atual município.

 

  • História

    Ponta Grossa teve seu território palmilhado a partir do século XVI, quando os Campos Gerais foram cruzados por expedições espanholas que demandavam do litoral catarinense até Assunção, no Paraguai. Mais tarde foi sucessivamente movimentada por conta das bandeiras seiscentistas, notadamente as da preia indígena. Mas a posse efetiva da terra, com fins de ocupação e colonização, que resultou na fundação da cidade de Ponta Grossa, deu-se a partir de 1800, período em que os Campos Gerais estavam sob a jurisdição da Vila Nova de Castro.

 

    Os primeiros povoadores que aqui se estabeleceram, foram fazendeiros paulistas, vindos especialmente pela abundância de pastos naturais e beleza dos Campos Gerais. Fixaram-se nas imediações dos rios Rio Verde e Pitangui, lançando as sementes de povoação do lugar. Pouco tempo depois beneditinos do Mosteiro dos Santos obtinham concessão destes campos, que chamaram Fazenda Bárbara. No entanto, em 1813, o governador interino da Província de São Paulo, D. Matheus Abreu Pereira, doava estas mesmas terras ao alferes Atanagildo Pinto Martins, bandeirante paranaense que pelustrou os Campos de Palmas. Os beneditinos protestaram, alegando direitos adquiridos, apresentando o Termo de Concessão, mas de nada valeram os apelos, fincando a imensa área com o alferes Atanagildo.

 

    Não demorou muito, e era senhor dos Campos Gerais, o capitão-mor José Góes e Moraes, este doou parte de suas terras aos padres jesuítas, que nas proximidades do Ribeirão São Miguel, afluente do Rio Pitangui, ergueram uma capela, a Capela de Santa Bárbara do Pitangui. Neste lugar estabeleceram o Curato da Companhia de Jesus, que em pouco tempo conheceu extraordinário progresso. Paralelamente a este fato, os campos iam sendo sistematicamente ocupados, com o surgimento de grandes fazendas de gado. Neste período destacam-se a Fazenda Bom Sucesso, do sargento-mor Miguel da Rocha Ferreira Carvalhaes, cujo limite abrangia área que hoje constitui o perímetro urbano de Ponta Grossa.

 

    Onde hoje se encontra a Catedral Metropolitana, existia um rancho de pousada, erguido por tropeiros, junto a uma centenária figueira, sob a qual plantaram uma cruz. Era ali o ponto de parada de tropas e viajantes. Outro ponto de referência nesta época era a Casa-de-Telha, construída pelos padres jesuítas para maior aproximação com a fazendas da região do povo que nela morava. Nesta casa celebravam-se os ofícios do sacramento e festas religiosas. Em pouco tempo, em torno da Casa-de-Telha pipocaram as primeiras choupanas.

 

    O fazendeiro Miguel da Rocha Ferreira Carvalhaes, atevendo o futuro do lugar, procurou incentivar seu progresso. Convocou os vizinhos, e também os fazendeiros Domingos Ferreira Pinto, Domingos Teixeira Lobo, Antonio da Rocha Carvalhaes e Benedito Mariano Fernandes Ribas e expôs a necessidade de se efetivar uma povoação, visto que resolveriam as dificuldades das questões eclesiásticas e lides civis, pois estavam jurisdicionados à Vila Nova de Castro. Carvalhaes ordenou ao capataz de fazenda, Francisco Mulato que procurasse na invernada Boa Vista, de propriedade, um local apropriado para se começar uma nova povoação, o local escolhido foi no subúrbio do bairro atualmente denominado Boa Vista. Ao cumprir a missão teria dito Francisco Mulato "Sinhô sabe bem porque é encostado naquele capão que tem a ponta grossa".

 

     O grupo de fazendeiros gostou da ideia do nome, mas não aprovou a localização do futuro povoamento. Criou-se então um impasse, que foi resolvido com a participação de um pombo, uma branca ave doméstica, com um laço vermelho amarrado no pescoço, sendo que, quando solto nas pradarias, o seu pouso representaria o lugar providencialmente escolhido. Após algumas revoadas a ave pousou exatamente na cruz do rancho dos tropeiros, debaixo da figueira. Surgiu assim, num tom profético de boa predestinação, a efetiva povoação de Ponta Grossa. Algumas fontes dão o nome Estrela, como primitiva denominação de Ponta Grossa, "...porque podia ser vista de algumas léguas de distância, situada no meio dos campos, sobre uma eminência como a cidade atual ainda está" (Terra do Futuro - Nestor Victor).

 

    A partir de então a povoação progrediu extraordinariamente. Em 15 de setembro de 1823, através de Alvará Imperial, foi criada a Freguesia de Estrela, sendo primeiro vigário da localidade o padre Joaquim Pereira da Fonseca. Em 1840 o patrimônio foi aumentado, por área denominada Rincão da Ronda e doada por Domingos Ferreira Pinto. Pela Lei Provincial nº 34, de 7 de abril de 1855, foi criado o município de Ponta Grossa, com território desmembrado do município de Castro, sendo devidamente instalado em 6 de dezembro do mesmo ano. A Lei Provincial nº 82, de 24 de março de 1862, elevou a vila à categoria de cidade. Em 15 de abril de 1871, através da Lei nº 281, passou a denominar-se Pitangui, mas voltou-se a chamar Ponta Grossa a partir de 5 de abril de 1872, pela Lei Provincial nº 409. Ponta Grossa passou a sede de Comarca em 18 de abril de 1876, pela Lei nº 469, sendo instalada em 16 de dezembro do mesmo, assumindo nesta data como primeiro Juiz de Direito o dr. Conrado Ericksen.

 

     Em 1878, por iniciativa de Augusto Ribas, principiou-se a colonização russo-alemã no município. Dois anos após, o Imperador Dom Pedro II, principal incentivador das imigrações, fez visita à Província do Paraná, e ao passar pelos Campos Gerais parou em Ponta Grossa, tendo se hospedado na residência do Major Domingos Pereira Pinto, que posteriormente foi agraciado com o título de Barão de Guaraúna. Ponta Grossa conheceu grande progresso a partir de 2 de março de 1894, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Curitiba-Ponta Grossa, sendo que dois anos depois iniciou-se a construção da Ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul, sendo a cidade sede de grandes oficinas e escritórios da companhia ferroviária.

 

    Quando era prefeito de Ponta Grossa o sr. Ernesto Guimarães Villela, em 1904, foi inaugurado o sistema de iluminação elétrica, sendo que esse sistema era fornecido pela empresa de Guimarães, Ericksen & Filho. Foi implantado o sistema de água e esgotos da cidade, iniciado na administração de Ernesto G. Villela, através de empréstimo realizado pelo governo do Estado, e concluído pelo prefeito Teodoro Batista Rosas. Esta obra foi projetada e supervisionada pelos engenheiros Alvaro Souza Martins e Jacob Schamber. Mais tarde, na administração do prefeito Brasílio Ribas, foi comemorado o centenário da fundação da Ponta Grossa. 

 

    O povo ponta-grossense recebeu em 17 de outubro de 1930, na estação ferroviária, o presidente Getúlio Vargas, que iniciava um período de quinze anos ininterruptos de governo. Nesta ocasião Getúlio caminhou pelas ruas da cidade, tendo ao seu lado o tenente-coronel Galdino Luís Esteves e Aristides Krauser do Canto, e por onde passava era ovacionado por populares que agitavam lenços e bandeiras vermelhas, símbolo da revolução. Ponta Grossa foi berço de grandes nomes da política paranaense, sendo conhecida como "Capital Cívica do Paraná". Atualmente Ponta Grossa destaca-se como um dos mais industrializados municípios do Estado, sem contar a importância no setor turístico, com Furnas, Lagoa Dourada e a mística Vila Velha.

 

 

 

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